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diasdechocolate

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Depois de uma férias forçadas pela falta de vontade de escrever, pelo trabalho inconstante e pelo cansaço, apeteceu-me voltar. Parece que abandonei o barco mas foi mesmo só isso, falta de vontade e disposição para isto e para muitas outras coisas. Para além dos dias de calor e sol, o Verão trouxe-me também a necessidade mais profunda de pensar e refletir sobre a minha vida e o meu futuro, resultado de um cansaço generalizado, de falta de motivação e energia para o dia-a-dia. Sinto-me exausta do trabalho inseguro e explorado e do descaramento de quem emprega, da falta de novidade dos dias e do sentimento de utilidade. Todos nós somos mais que trabalho mas ele representa muito, pelo menos no meu dia: não é apenas a subsistência financeira mas também o desenvolvimento de capacidades, os novos conhecimentos, a interação com outros e aquela coisa de me sentir útil que acho que é comum a tantas pessoas! Sinto falta dos dias frenéticos e cheios de coisas. De sentir que evolui de alguma forma e contribui para a vida de alguém! Tenho uma enorme paixão pela saúde, por perceber a mente e o corpo, por proporcionar saúde e qualidade de vida. Esses são, para mim, os meus objetivos de vida. Quero-o para mim, para os meus e para os outros, daí ser tão determinada com muitos dos alicerces que considero fulcrais para uma vida cheia de saúde.

Apesar de ter concluído o meu curso e de trabalhar na área, acho que a irregularidade dos trabalhos que vou tendo, somada a outros fatores relacionados com o exercício da profissão e o meu desenvolvimento pessoal me foram empurrando lentamente para outros caminhos embora não preveja uma mudança de ramo profisisonal. Não temos de ser o mesmo toda a vida mas há mudanças que implicam bem mais do que vontade e esse é o meu caso. A mudança há-de vir, só que tem de vir com calma e talvez implique outras mudanças de vida que nem sei bem se estarei preparada para as levar a cabo. Gosto de tudo demasiado planeado (ao minuto, às vezes) e sei que isso retira surpresa (e vida) à vida! Fico velhinha a tentar que não me escapem coisas entre os dedos e talvez por esta razão tenha atingido a exaustão física e mental e tenha sido "obrigada" por mim mesma a introduzir algumas mudanças para aceitar e compreender melhor os imprevistos que a vida traz e...relativizar. No dia das eleições americanas e quando tudo apontava que Trump as vencesse, lembro-me que o Obama disse qualquer coisa como "Qualquer que seja o resultado, amanhã o sol voltará a nascer" e também assim é na vida. Com mais ou menos nuvens, com chuva ou trovoada, o sol acaba sempre por nascer e cada dia traz outra oportunidade para aprender. E, muitas vezes, basta mudar a perspetiva para tudo se tornar muito melhor!

Ano novo, hábitos velhos (e maus)

Não poderia ficar indiferente ao que se passou este fim de semana. E se escrever é (para mim) uma forma de pensar, organizar ideias e refletir pois que também é oportuno que pense sobre uma desgraça destas. Não será possível colocar-me na posição de quem viveu aquele inferno ou perder alguém/algo com ele. A sensação de impotência, medo, tristeza profunda deve estar lado a lado com a de raiva e perplexidade perante uma Natureza que tanto nos dá de belo como nos tira o que demais importante temos assim, sem dó nem piedade. É desolador ver os rostos do sofrimento. É angustiante pensar nas famílias que perderam pessoas. É impossível não pensar por um segundo que seja: E se fosse eu ali? É terrível e é um pensamento que já desviei vezes sem conta face ao sentimento que se apodera de mim! Desde que isto aconteceu que agradeço mais e mais vezes a minha vida e a dos meus. Viver, ter saúde e ter família é demasiado bom! No meio de tanta desgraça, esta é a melhor parte. Estar vivo! Pena é que todos os anos tenhamos que assistir a isto! Vivemos num país absolutamente maravilhoso em diversas perspetivas mas damos cabo dele por não estabelecermos as prioridades certas. Não existe legislação que tutele estas matérias, não existem acessos às florestas e não há ninguém que as vigie de forma a evitar ou minimizar os incêndios. Não existe financiamento mas têm de existir recursos para se fazer face às tragédias. Quantas pessoas mais terão de morrer para se dar um murro na mesa? Quantas mais pessoas ficaram sem casa ou outros bens para que os poderosos continuem a ganhar dinheiro com a desgraça de outros? Que país é este que permite a destruição de uma das suas maiores riquezas? Não entendo tanta apatia dos políticos, tão pouca vontade de resolver os problemas, tanta indiferença perante as perdas a que assitimos todos os anos! Este incêndio até pode ter sido provocado por trovoadas secas mas tantos outros tiveram origem criminosa e atingiram proporções gigantescas por falta de cuidado com as nossas matas. Tanta gente no desemprego e não há ninguém que se lembre de contratar estas pessoas para fazer limpeza? Tantos militares que temos em funções mas só são recrutados para situações de catástrofe? Revolta-me profundamente a passividade com que se gere este assunto até porque o medo de isto acontecer está sempre presente, ainda mais vendo estas notícias. Vivo numa zona intensamente arborizada e, por mais que se solicite aos donos que façam a limpeza das suas propriedades, estes assobiam para o lado e fingem não ser nada com eles. Vivem no mais puro egocentrismo como se as suas matas estivessem livres de qualquer incêndio! Só gostaria de abrir a cabeça destas pessoas e colocar-lhes ideias do bem lá para dentro! Pode custar pagar a limpeza destes terrenos mas (acho que) custará bem mais assistir à desgraça dos outros! Às vezes, era bom viver numa mundo de fantasia e ter lâmpada do Aladino para pedir que estas merdas acabassem de vez mas, infelizmente, tem que se contar com a capacidade dos Homens para resolver isto. E o problema é que quase sempre, resolve-se mal!

Nem todos os trezes são maus...

Há dias do caraças e o de ontem merece um grande BUUUUU! Entre confusões com horários, atrasos, reuniões meio-marcadas-e-desmarcadas, catrefadas de papéis em atraso para despachar, tudo (ou quase tudo, vá) correu mal! Entrei em casa com aquele sentimento de frustração, indignação comigo mesma e vontade de me desgraçar numa bela fatia de um bolo qualquer bem regado que não resolvia nada mas acalmava a minha fúria (e a minha celulite)! É importante pensar que cheguei viva (que estou viva) e que os meus se encontram bem mas nos momentos mais quentes não existe clareza que permita pensamentos destes mas a realidade é que estes dias são importantes para aprender (a ter paciência, por exemplo), a ser mais resiliente e, no meu caso, ser menos relaxada em alguns aspetos. Por que há sempre qualquer coisa que foge dos planos, há sempre pormenores alterados em última hora, há viagens que demoram mais e a combinação de tudo isto dá asneira da grossa! Tenho de corrigir em mim, é uma das missões para este ano mas sou tótó ao ponto de deixar para o fim (mas mesmo para o fiiiiiim de tudo) aquilo que menos gosto de fazer! Tenho de ganhar juízo....

Reparem nisto

A cara do Papa Francisco! Se por um lado me dá uma vontade de rir tremenda, já que o Trump está com um sorriso parvo/cínico/idiota e pensa que nos faz passar a todos por parvos, o Papa Francisco evidencia a posição (política) que já defendeu anteriormente face à postura de Trump e manifesta-a na sua expressão dura, que poucas vezes lhe conhecemos! De notar ainda a diferença nas cores das roupas, o que também nos permitiria reflexões algo interessantes!18700314_10155012182948429_339572140888346945_n.jp

 

Ainda estou de boca aberta....

Que sábado incrível!! Parece que a vinda do Papa Fracisco a Portugal nos lançou para um 13 de Maio verdadeiramente inesquecível...e abençoado! Tinha a esperança que tudo iria correr bem mas tive momentos em que pensei que o pior também poderia bater à nossa porta: receei pela segurança de todos quantos se deslocaram a Fátima, temi a derrota do Benfica e pensei que o Salvador não ganharia a Eurovisão (sou sempre muiiiito pessimista nestas coisas). O desfecho já se sabe e devo dizer que ainda fico incrédula com tudo (de bom) que houve nesse dia e que o Público tão bem retratou numa capa absolutamente fantástica!

Por mais dias assim, que tanto precisamos e bem merecemos!!!

 

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Apontamentos de hoje


  • Começar o dia a correr da cama é sinal que o dia será, também ele, uma correria;

  • Começar o dia a treinar melhora signficativamente o humor (ainda que o dia se preveja ser uma treta);

  • Tomar banho (e lavar o cabelo) em cinco minutos é possível;

  • 40 minutos para almoçar deixam tempo de sobra para umas compras (desde que ultra-rápidas e não haja filas nas caixas);

  • Já fiz mais chamadas hoje do que numa semana inteira e ainda não disse (alto) nenhum palavrão;

  • Já fiz mais chamadas hoje do que numa semana inteira e não resolvi nenhum dos problemas que tenho;

  • Tenho 542632 coisas para fazer esta semana e não sei para onde me virar em primeiro lugar;

  • Já estive a uma unha negra de mandar umas quantas pessoas à m#%$a mas respirei fundo a tempo;

  • À custa do idiota que se lembrou de dar tolerância de ponto na sexta feira, soube ontem que seria "obrigada" a não trabalhar (nem receber) nesse dia (os recibos verdes não recebem por ficar em casa);

  • Graças à tolerância de ponto, tenho a agenda de trabalho do avesso

  • Tenho dois presentes de aniversário para homens para comprar e nem sei o que oferecer;

  • Mesmo num trabalho que não me dá muito prazer, é bom sentir que as pessoas apreciam e reconhecem o que faço;

  • O Salvador Sobral canta hoje no festival da Eurovisão e, pela primeira vez nos anos que me lembro, a música não é espalhafatosa, tem sentido e é bem cantada. (Rebenta com isso, Salvador!).

  • Apetece-me deitar no sofá, na cama ou até no chão e não ter de falar, atender chamadas ou mexer. Só estar quieta (vai sonhando....).

Maio, mês de emoções

O "meu" mês é Abril mas tenho uma adoração por todos os meses que remetam o meu imaginário para sol, calor, dias longos e noites quentes. No fundo, acho que a maioria das pessoas é assim, esperamos largos meses por estes dias maravilhosos e, se Abril já alegra por anoitecer bem depois das 20h, Maio dá o pontapé de saída para os melhores dias do ano. Anoitece ainda mais tarde (yeahhhh), a temperatura tende a subir um pouquito mais, vestem-se roupinhas mais giras e leves, há mais flores para apreciar e uma variedade de fruta de perder a cabeça. Depois, começam as festas: casamentos, comunhões, baptizados, tudo óptimas formas de juntar família, amigos e, claro, comida (combinações imbatíveis)!

De facto, Maio tem muitas coisas boas para apreciar só que, como (quase) tudo,  tem também aspetos....menos bons, vá (para quem trabalha como independente, principalmente!) já que se traduz em duas coisas, ou melhor, duas siglas bem degradáveis de referir: IVA e IRS! Ah pois é! É neste mês que se trata da papelada toda e que se recebe a declaração com a bomba a ser paga, no que toca ao IRS! Deste mal, ninguém se livra mas os trabalhadores independentes são ainda bafejados por essa maravilha de imposto a ser pago trimestralmente, de seu nome IVA, para o qual não se podem apresentar praticamente despesas nenhumas e que nos tira assim, sem dó nem piedade, 23% diretos do rendimento total. Uma autêntica maravilha! Mas calma que nem tudo é mau. Pelo menos, até chegar a Agosto, já que é no típico mês de férias que se faz o pagamento do dito IRS, do IVA (novamente) e, claro, da mensalidade segurança social (para contribuir para a minha inexistente futura reforma). Tudo a contribuir para o desgraçado do independente não pensar, sequer, em comer um calippo na esplanada! Portanto, a quem for trabalhador independente, talvez não seja pior ler apenas o primeiro parágrafo. Assim, ficamos todos felizes porque Maio é fixe e esquecemos essa parte chata que é pagar impostos e merdas e não ter direitos absolutamente nenhuns! Ahhh....espera! Temos um direito: a trabalhar (quando há trabalho!!

Mania dos livros

Ir a uma livraria é um sério problema para mim: apetece-me trazer tuuuudo. É irresístivel! Leio muito pouco porque sou muito desorganizada e vou desperdiçando tempo aqui e ali que, certamente, já me teria dado para ler muito bom livro. Enfim...coisas da idade!! No domingo passado, no Dia Internacional (ou mundial, não interessa) do Livro, aproveitei para ir passear. Até onde? A um sítio com livros, pois claro. Fiadinha que existiriam descontos nos livros que tenho debaixo de olho há séculos, fui, na esperança de comprar mais uns quantos! Existiam efectivamente descontos em alguns livros, pena é que continuem a preços abusivos. É claro que isto não me impediu que pegasse em....dezenas de livros. Cheguei a um ponto que já nem sabia o que trazer, é um probleminha que tenho sempre que vejo livros! Fico fascinada com aquele cheirinho maravilhoso a novo e o som do desfolhar das páginas. Claro que me dirijo logo para os estilos que mais me interessam e seja um bocadinho cabeça dura a mudá-los! Fico ali uma série de tempo a ler os resumos, a biografia dos autores, a analisar as capas....Há, de facto, muito bom livro para ser lido, resta só oportunidade para aviar tanta novidade! É verdade que cada vez há mais oferta de livros. O que é bom e mau ao mesmo tempo. Acho óptimo que as pessoas leiam e não apenas os clássicos da literatura. Acho que o mais importante é ler, melhor se lermos algo estimulante e de onde se possa retirar qualquer coisa para melhorar a nossa vida. Contudo, atualmente, os livros são como cogumelos. Lançam-se a alta velocidade, alguns de qualidade e conteúdo muito duvidosos mas também só compra quem quer. É preciso saber escolher, portanto! No meio de tanta indecisão, acabei por comprar este, apenas. Estamos em contenção de custos e ainda tenho alguns para ler cá em casa. Como só comprei um, escolhi um de um tema que me interessa, como é óbvio! Estou em pulgas para o ler só que vou começá-lo apenas quando terminar os que tenho em espera!

 

 

Ser (sempre) livre

É uma sorte sermos livres num mundo que, infelizmente, subjuga populações à covardia do silêncio, obriga à adoração de "líderes" que disso têm apenas o nome! Tivemos a sorte de um grupo de Homens, corajosos, nos libertarem dessas amarras o que nos permite, agora, dizer o que pensamos, votar, vestir o que queremos....Não desperdicemos estas oportunidades por nada, muito menos por indiferença ou preguiça. A liberdade dá-nos trabalho mas a ditadura dar-nos-ia muito mais!

Que sejamos sempre livres! No dia-a-dia, connosco e com os outros!

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Isto passou-se

Sempre que vou a um shopping com Tiger (ou Flying Tiger, como queiram) é impossível não pôr os pés na loja e vasculhar aquelas prateleiras todas. A maior dificuldade é segurar a carteira na mala já que tenho a sensação que preciso de tudo aquilo, nem que seja um íman para o frigorífico. 

Há uns dias, entrei para espreitar as velas de aniversário e dou com isto: velas trocidas.... "São umas velas diferentes", pensei enquanto as examinava novamente só que as ditas velas não tinham nada de diferente. Olhei de novo para o nome e ainda desviei o olhar só para ter a certeza que não teria trocado os olhos e estaria a ver mal mas, após duas ou três vezes, percebi que não. Eu via bem, a malta da Tiger é que escrevia mal! Tirei o telemóvel, um bocadinho em choque porque, à semelhança dos homens, tolera-se muita coisa mas erros ortográficos é mais difícil! A Tiger é aquela loja que tem coisas muito giras e muiiito fofas (umas mais úteis do que outras, diga-se) mas dar erros destes faz descer o meu nível de satisfação. Durante uns milésimos de segundo ainda pensei não voltar mais à loja só que olhei em volta e a ideia passou...

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