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diasdechocolate

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Ser (sempre) livre

É uma sorte sermos livres num mundo que, infelizmente, subjuga populações à covardia do silêncio, obriga à adoração de "líderes" que disso têm apenas o nome! Tivemos a sorte de um grupo de Homens, corajosos, nos libertarem dessas amarras o que nos permite, agora, dizer o que pensamos, votar, vestir o que queremos....Não desperdicemos estas oportunidades por nada, muito menos por indiferença ou preguiça. A liberdade dá-nos trabalho mas a ditadura dar-nos-ia muito mais!

Que sejamos sempre livres! No dia-a-dia, connosco e com os outros!

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Isto passou-se

Sempre que vou a um shopping com Tiger (ou Flying Tiger, como queiram) é impossível não pôr os pés na loja e vasculhar aquelas prateleiras todas. A maior dificuldade é segurar a carteira na mala já que tenho a sensação que preciso de tudo aquilo, nem que seja um íman para o frigorífico. 

Há uns dias, entrei para espreitar as velas de aniversário e dou com isto: velas trocidas.... "São umas velas diferentes", pensei enquanto as examinava novamente só que as ditas velas não tinham nada de diferente. Olhei de novo para o nome e ainda desviei o olhar só para ter a certeza que não teria trocado os olhos e estaria a ver mal mas, após duas ou três vezes, percebi que não. Eu via bem, a malta da Tiger é que escrevia mal! Tirei o telemóvel, um bocadinho em choque porque, à semelhança dos homens, tolera-se muita coisa mas erros ortográficos é mais difícil! A Tiger é aquela loja que tem coisas muito giras e muiiito fofas (umas mais úteis do que outras, diga-se) mas dar erros destes faz descer o meu nível de satisfação. Durante uns milésimos de segundo ainda pensei não voltar mais à loja só que olhei em volta e a ideia passou...

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A bonança começa hoje!

O aspeto positivo dos dias maus é que haverá outros melhores. E se há tendência nestes dias para se maldizer a vida, para condenar a (pouca) sorte, para auto-flagelar... Eles devem ser uma espécie de abanão. Felizmente, há momentos bem mais "lúcidos" em que só apetece esbofetear por tapar os olhos às coisas boas que tenho na minha vida. Saúde, família, uma casa confortável, ar puro, alimentos, ainda por cima, quase todos caseiros, tanta coisa boa e eu a virar-lhe as costas! Não é tudo bom (longe disso) mas são aspetos que fazem perto de um caminho que se tem de percorrer. É assim com toda a gente, acho eu!

 

Há uns dias, em mais uma das conversas com uma das pessoas mais inspiradoras da minha vida (o meu papi), percebi "in vivo" e uma vez mais como a vida é amarga e, ainda assim, é possível conservar a boa disposição e ter força para enfrentar os momentos piores. E vencê-los! Ao ouvir estes relatos, sinto-me uma formiguinha que sucumbe a pequenas adversidades. Motivo-me, é certo. Acredito que é possível só que a sacana da insegurança, o ranhoso do pessimismo e o chato do medo estragam tudo. Não herdei o optimismo do meu pai, para minha desgraça. Mas tenho pensado muito sobre as escolhas que tenho feito, as decisões que tenho tomado (ou não), as portas que eventualmente fechei ou nem permiti que se abrissem. Não sou o que gostaria de ser, a vários níveis. Estou à procura de estratégias para me mudar porque não posso mudar o mundo. Talvez por não ser o momento ou por não procurar nos sítios certos (é um defeito meu, já a minha mãe diz que nunca encontro nada) não tenho mesmo encontrado grande coisa. Mas vou continuar na luta. 

 

Ao folhear a minha agenda, deparei-me com uma espécie de check-list anual, uma lista de desejos que elaborei nas primeiras semanas de janeiro e à qual pretendia ser minimamente fiel no decurso do ano. É longa (não tenho mãos a medir nos desejos, como dá para ver). Já deixei cair algumas coisas, outras ainda não estão no tempo certo mas continuam ali, na página do primeiro dia do ano para me lembrar dos objetivos que tracei no início de um novo ciclo. São uma rampa de lançamento. Têm de servir de rampa de lançamento. E vão servir! Não sei por onde começar, para onde me virar ou o que fazer em primeiro lugar mas vou. E este pensamento já basta para começar! Diz-me o meu pai, muitas vezes, que ser adulto não é só fazer anos, é preciso amadurecer, ganhar tranquilidade e aprender a esperar. Poupa a cabeça, sossega o espírito e chuta para canto a ansiedade. Gosto de conversar com pessoas mas especialmente com pessoas mais experientes por esta grandeza de pensamento. Há pessoas assim (os meus pais são assim, felizmente), que parecem ter sempre palavras sábias e encorajadoras. Que parecem saber que se o meu mau momento é "só" um mau momento que vai passar. Que me dão colo mas, simultaneamente, me catapultam para vida! É muito por isto que tenho de ser grata a Deus, ao universo por ter estas pessoas e estes momentos!

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P.S.: A lista fica aqui, como uma espécie de motivação extra, para me comprometer ou até para me puxarem as orelhas quando se estiver na m*%#&a. Pode ser que assim até ganhe mais juízo!

 

...

Estado de espírito dos últimos dias: este. 

Por mais voltas que dê (à cabeça), por mais que pense que os sonhos se concretizam, a única coisa que parece avançar são os dias e o sentimento de vida perdida. Estes maus momentos superam-se (espero eu) mas são duros. Devem servir de aprendizagem mas levam ao desespero. Carregam de nuvens todos os pensamentos, sugam a motivação e a alegria...tiram vida! Tenho que dar um pontapé nisto, urgentemente. Não há pachorra para (sobre)viver assim, na incerteza de um trabalho, na falta de convívio com outros, na falta de rotina diária que estimule a mente e o corpo!

 

Os labirintos têm sempre saída?

Nesta luta desenfreada por um trabalho, há dias melhores do que outros. Se, por um lado, há uma grande motivação para contrariar o enguiço, por outro, surge a desmotivação quando quase todas as respostas que chegam são negativas ou desonestas. Lá escapa uma ou outra mas a verdade é que, quando penso no futuro, só me apetece chorar. Trabalhar a recibos verdes é mau, pior é trabalhar a recibos verdes umas horas aqui e ali....Hoje é daqueles dias...maus. Talvez por ter dormido pouco, talvez por não conseguir mais respostas, talvez por esta situação se arrastar há já três semanas. Procuro novos locais, envio currículos, entrego-os pessoalmente, pergunto a pessoas mas o resultado é o mesmo. E isto desmotiva. Não se deve deitar a tolha ao chão mas a sensação de estar num labirinto sem encontrar um indício de saída é aterrador. O facto de ter demasiado tempo livre também não ajuda. Gosto de sentir a agenda cheia, de fazer listas com todos os afazeres para não me passar nada, mesmo que o trabalho seja uma porcaria mas ocupa o tempo. E ocupar o tempo é ocupar a cabeça e cabeça ocupada faz-me mais produtiva, criativa e, claro, mais feliz!

Gostaria de ser como aquelas mentes luminosas que no meio da catástrofe conseguem desenvolver uma ideia que as realiza e dá frutos mas a minha lista de talentos não vai muito para além de colher sangue e fazer panquecas mais ou menos bonitas. Tenho os meus sonhos só que acho que não lhes deposito confiança que chegue (estupidez, eu sei mas o pessimismo é a minha pior qualidade). Gostaria de criar algo meu, de ter algo meu mas até lá há muito caminho a percorrer. Há quem diga que pudemos ser o que quisermos...será mesmo assim? Os que vencem são os que nunca desistem, os que têm sorte ou os que combinam os dois fatores? Triunfar é fazer mais do mesmo, fazer diferente, fazer melhor ou fazer o que se acredita? Acreditar e lutar chega para alcançar alguma coisa? Há momentos em que tudo parece possível e há uma onda de motivação que me invade, depois há também o reverso da medalha que é amargo de ultrapassar! Tenho exemplos de tudo mas tenho exemplos bem próximos de muita resiliência que deram frutos após duras batalhas mas sinto que a cada pequeno passo que dou, dou também um tiro em cada pé e não chego a lado nenhum! Recomeça-se quantas vezes quando se falha? Quando é que se sabe que não vale a pena investir mais em alguma coisa? Como é que se recomeça?

 

É o que eu digo, estou num labirinto...e o pior é não saber se ainda estou no início....

Procura de trabalho em Portugal: um pequeno mas incrível mundo de idiotas

Depois da proposta: enfermeiro faz tudo e limpa a clínica toda no fim do trabalho, eis que ontem me voltei a cruzar com um atrasado mental com o título de doutor. Então vejamos: o senhor (doutor) começa a entrevista avaliando o currículo e vendo as áreas nas quais já trabalhei. Concluída está análise, lança a seguinte pérola:

-Como sabe, esta é uma clínica dentária e médica e, na realidade, eu preciso é de uma assistente dentária, mas como aparece de vez em quando uma injeção para dar, dá-me jeito que também seja enfermeira.

Começamos logo bem! O senhor (doutor) prossegue:

- Aqui pretende-se que faça o seu trabalho de enfermeira, embora o trabalho seja residual, de administrativa e de assistente de dentária. Já vi que não tem qualquer formação em assistente de dentária (porque será...) mas nós aqui damos a formação. Durante uns dias, acompanha a colega que cá está e depois convém estudar um bocadinho os materiais e os procedimentos nos momentos parados que tenha para que saiba o que o dentista lhe está a pedir. Depois, no final, faz um testezinho para saber se aprendeu alguma coisa!

Até aqui, não parece uma proposta de m*rda. Mas não se iludam, a proposta era mesmo uma m*rda. E porquê? Porque durante o período de formação, a clínica não pagaria nada. Na-da! Na-da de na-da! A cereja no topo do bolo foi quando o senhor (doutor) disse que a última colega a entrar na clínica tinha estado em formação quatro semanas. Repito: quatro semanas. Mas o meu tempo de formação poderia ser superior, tudo dependia da minha aprendizagem! Não sei muito bem onde tinha deixado os neurónios para não ter reagido no momento e lhe ter dito redondamente que não aceitava mas acho que o meu cérebro já se começou a habituar a propostas idiotas e já não faz a triagem entre o digno e o ridículo a ponto de ter dito que iria hoje ver como seria. Burra, burra, burra!!!

Mal entrei no carro, comecei a esfriar as emoções e a pensar em alguns aspetos. Em primeiro lugar, porque razão alguém deve trabalhar sem receber. Se é trabalho, pressupõe um pagamento previamente acordado entre trabalhador e entidade, seja em dinheiro ou noutra coisa qulquer. Mesmo que o trabalhador esteja em formação pois se a empresa entende dar a formação ao funcionário é porque entende que ele irá melhorar o seu rendimento e, desta forma, a empresa também é beneficiada. Depois, eu também tenho as minhas despesas. Vivo com os meus pais, é um facto, mas tenho um carro (que não consome água, infelizmente) tenho que me vestir, calçar, carregar o telemóvel, comprar os meus cremes e as minhas tretas. Coisas que as pessoas normais costumam fazer quando trabalham e as empresas onde trabalham lhes fazem aquela coisa do pagamento no final do mês ou, no mais tardar, no início do outro mês! Porque é que aquele senhor (doutor) então considera que no final das suas consultas os clientes lhe devem pagar o serviço e os enfermeiros no final do mês não têm direito a receber o seu dinheiro. Ainda por cima, contrata-os para serem muito versáteis e muito pouco enfermeiros....

Depois, gostava de saber porque raio as pessoas se sujeitam a trabalhar sabe-se lá quanto tempo sem ganhar um cêntimo? Não me venham com a treta que as pessoas precisam e não têm nada e têm de aproveitar tudo porque, nesta situação, não iriam ganhar absolutamente nada e ainda seriam sujeitas a um teste no final que poderia ditar que não ficassem caso o resultado não fosse o melhor! Acredito que em todas as áreas isto aconteça mas, especificamente com os enfermeiros, isto é uma tourada. Para além de sermos aos milhares para umas centenas de trabalhos, a malta tanto quer trabalhar "na área" que se sujeita a condições ridículas e, para além de degradarem as suas condições de trabalho, degradam as condições daqueles que lhes vão suceder! Ninguém lhes agradece o esforço nem a dedicação porque gente que oferece condições destas e depois e se passeia em carros topo de gama, veste roupas caras e vive em casas de luxo, não tem a mínima noção do que é ganhar tostões para fazer face a todo um mês de despesas. Gente pobre, esta. Mas pobre de espírito, como se costuma dizer!

 

 

 

P.S.: Quanto à tarde de formação de hoje, não apareci, não avisei e não me apetece avisar. É mau. É pouco educado mas não está nem perto do nível da pouca educação deste senhor (e de outros) que se gabam de serem médicos, dentistas ou outra merda qualquer mas a sua verdadeira ocupação é  aproveitarem-se do trabalho de outros!

Domingos de manhã bons

O domingo é, para uma boa parte das pessoas, o dia de descanso mas, na minha humilde opinião, a manhã de domingo deveria ter o estatuto de sa-gra-da! Tem um cheirinho especial...e a possibilidade de "ronhar" neste dia tem um sabor diferente de "ronhar" nos outros embora a minha ronha nunca dure mais de 10 ou 15 minutos porque, na verdade, salto logo da cama!

Puder disfrutar de um pequeno almoço bom, sem pressas, com a família, a partilhar conversas, detalhes, momentos, já é uma manhã maravilhosa. Se for domingo, é perfeito. E a semana será bem melhor!

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É nestes momentos que tenho a real dimensão do que importa...partilhar o meu tempo com aqueles que adoro, fazê-los rir, falar de coisas estúpidas e outras mais sérias. A vida é melhor assim!

Esta imensa vontade de mandar tudo à m*rda

A saga: procura intensiva de trabalho continua e tenho andado a distribuir currículos à maluca na esperança de me aparecer qualquer coisa minimamente séria, digna e que me permita aprender. Por sorte ou coincidência, o primeiro local onde fui entrgar, confirmou precisar de enfermeiros. "Boa!" Pensei eu. Pelo menos não levei um não redondinho mas, desconfiadinha como sou, achei logo que era muita sorte para a minha pessoa. Ainda assim, lá aguardei o telefonema para agendar entrevista. Foi esta manhã e as minhas suspeitas confirmaram-se: era muita sorte ser uma proposta completamente decente! Mas até começamos muito bem. Ora vejamos: oferecem contrato de trabalho (boa! estou fartinha de recibos verdes), as funções que exigem são importantes para ganhar mais experiência (boa!), o horário é porreirinho e até permite ter quase os fins de semana e feriados livres (boa!) e é pertíssimo de casa (boa!). Tudo de bom, como dá para ver mas, como é óbvio, voltei a achar que seria bom de mais, que seria muita sorte para mim conseguir um trabalho nestas condições (apesar de tentar contrariar, sou um nadinha pessimista)....até que a senhora me diz: "Tenho que lhe fazer uma questão. Quem fecha a clínica, antes de sair, tem de fazer limpeza às instalações, não sei se estará disposta a isso...(entenda-se por instalações os gabinetes, o bloco operatório, a receção, os wc's...). Fiquei um bocado perplexa com aquilo e a senhora parecia tão envergonhada que disse de imediato que não existia empregada de limpeza na clínica e que tinha a obrigação de me informar disso! Lá rematou que a limpeza seria entre a auxiliar e o enfermeiro (talvez para tentar que me sentisse acompanha nas limpezas). Estive a uma unha negra de lhe perguntar se os Senhores Doutores também colaboravam nas limpezas, já que sujam como os outros as ditas instalações mas o meu lado racional bloqueou de imediato a intenção do lado emocional. Fiquei uns segundos sem dizer nada, dividida entre mandar a senhora para outro lado e não estragar logo tudo nos primeiros minutos de entrevista. Acabei por dizer que aceitaria as condições mas saí da clínica com o sentimento de humilhação. Não por limpar o chão ou os wc's porque também o faço em casa sem qualquer espécie. Senti-me humilhada porque o descaramento das empresas não tem medida e porque todos os trabalhos que tive até agora ficam sempre muito aquém do que gostaria. Não quero um emprego, não quero um salário milionário. Quero apenas um trabalho onde seja enfermeira e onde as funções sejam da profissão mas parece que, para isso, ainda terei de arranhar mais uns tempos...

Hoje vai ser um bom dia, hoje vai ser um bom dia, hoje vai ser um bom dia....

Acordar cheia de sono mas ainda assim calçar as sapatilhas e lutar contra a vontade de continuar a dormir. Fazer exercício físico é, de facto, das melhores formas de provar a nós mesmos que somos capazes de tudo. Pequeno-almoço no bucho (e que pequeno-almoço!), o telefone toca com boas notícias (yeahhhh) e o sol brilha para acompanhar o belo do meu café. Tudo pronto para sair e procurar novas oportunidades com o mantra na cabeça: hoje vai ser mesmo um bom dia!!!

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Créditos de imagem

De novo no mercado

Voltei à estaca zero, que é como quem diz, estou à procura de trabalho. Pensei que tinha finalmente encontrado um lugarito onde poderia permanecer algum tempo e aprender mais mas isso não aconteceu. Recusei um contrato porque a minha saúde e a dignidade me pesaram muito e agora é hora de me mexer para não perder o ritmo. Foram seis semanas de muito trabalho e pouco descanso e desde domingo tenho dificuldade em ocupar o tempo... Por um lado, agrada-me esta mudança de rotina e o sabor de algum tempo livre, por outro, fico apreensiva a pensar quanto tempo poderá durar esta pausa forçada. Sou um pouco avessa a mudanças muito radicais porque gosto do meu espaço, do meu conforto, da minha (des)ordem e gosto, acima de tudo, de me sentir útil e independente. Prevejo uma jornada difícil mas vai correr tudo bem...2017 vai ser um excelente ano!