Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

diasdechocolate

diasdechocolate

Dia(s) para ser feliz

20 de Março, início da Primavera e Dia da Felicidade. Um dia simbólico claro, mas que me "obriga" a pensar na minha própria felicidade. Em conversas que tenho e oiço, muitas pessoas dizem que agora precisamos de muita coisa para sermos feliz e que antes não era nada assim, eram felizes com o mínimo. Eu acho que têm razão mas também acho que é compreensível que precisemos de mais para nos sentirmos felizes: a sociedade mudou, as expectativas e perspectivas de vida mudaram muito nos últimos anos e, por isso mesmo, acho que é normal querermos outras coisas na nossa vida. No que me diz respeito, há muitas coisas que preciso para levar uma vida decente e, quando faltam, causam-me ataques de nervos. Um exemplo flagrante é a luz. Não sou capaz de viver sem luz. Fico furiosa quando falha porque interfere com uma vida de qualidade. A meio da tarde já não dá para fazer nada, cozinhar é uma missão difícil, tomar banho a mesma coisa, não há internet, enfim...podia estar aqui o resto do dia a enumerar problemas. Naturalmente, a minha geração terá mais dificuldade em viver assim do que a dos meus avós ou pais, que viveram assim alguns anos das suas vidas deste modo.

É claro que ao longo dos anos fomos acrescentado degraus nesta grande escada que colocam obstáculos a uma vida feliz. Todos gostaríamos de ter trabalhos mais compensadores em todos os níveis, de ter mais tempo para família e amigos, de poder viajar (mais). Nós mulheres, então, acrescentamos ainda mais degraus ainda porque gostaríamos também de ter aqueles sapatos, aquelas carteiras, um roupeiro do tamanho de um shopping e um namorado que nos tratasse como princesas. É ou não é?

Eu acho que, de facto, precisamos de mais para sermos felizes e que devemos sempre lutar pelo que queremos, no entanto, penso que poderíamos pensar mais vezes naquilo que temos e não apenas naquilo que nos falta para conseguirmos ser mais positivos e, consequentemente, mais felizes no dia-a-dia. Por mim falo, que sou pouco optimista e confiante nas minhas capacidades.