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diasdechocolate

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Ir ou não ir? Eis a questão!

Fim de semana ultrapassado é altura de voltar à luta diária por uma vida melhor. Ou melhor, por enquanto procuro uma vida, melhorá-la é o passo seguinte. Tudo a seu tempo.

Como terminei o curso há pouco tempo, sou mais uma daquele infeliz e extenso lote de pessoas que não têm trabalho. E, naturalmente, a saída do país é a opção mais provável que coloco para o meu futuro. Já nem perco tempo a dizer que não é o que queria para mim porque isso é óbvio de mais.

Actualmente, não se emigra para uma vida melhor, emigra-se por uma vida apenas, porque aqui, só têm vida os políticos, os grandes empresários (que de grandes têm só mesmo as fortunas) e os grandes burlões, claro! Pouco mais. A maior parte da população que trabalha não ganha para viver bem (e não ganha 10.000€ por mês como alguns).  Os que podem vão embora, os que não podem, ou não querem, têm de aguentar os devaneios de quem nos (des)governa. E, claro, ouvir os habituais insultos de improdutividade no trabalho, proferidos pelos milionários e pouco éticos empresários que, coitadinhos, não pagam salários dignos, não oferecem condições de trabalho dignas, não respeitam os seus funcionários como exigem que eles os respeitem e ainda assim, se acham no direito de lhes chamar improdutivos!

Nesta grande avalanche de emigração, há sempre casos infelizes de pessoas que foram mas viram frustradas as suas intenções de melhorar a vida. Porque foram enganados, porque não garantiram as suas condições, porque não se adaptaram à vida fora do país ou porque não lhes compensa estar no estrangeiro. Há uns dias lia uma notícia que dizia isto mesmo. Já se sabe que quando a oferta é muita, as condições de quem procura são menos apetecíveis, principalmente para pessoas com trabalhos pouco qualificados. Apesar de ter uma profissão qualificada, estas notícias deixam-me a pensar que me posso estar a tramar ao ficar aqui mais tempo. Vai-se adiando a decisão porque há sempre esperança que apareça algo aqui, pelo receio de ir e não ter perspectivas de voltar, porque a família tem esperança a dobrar e porque se sentirá saudades de amigos e familiares. O reverso da medalha é quando penso nos dias que estou aqui, sem trabalho, sem rotinas, sem objectivos constantes, sem saber o que estou a perder por não estar noutro sítio, sem vida alguma...e acho que daqui a uns meses ou anos me arrependerei de ter estado este tempo todo a acreditar num trabalho que não chega. Porque perdi tempo e porque poderei não encontrar as condições que outros colegas encontraram!

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