São pessoas um bocadinho detestáveis! Sim, de-tes-tá-veis! Eu sei que é a segunda-feira, que não devia começar a semana com este pensamento negativo mas não consigo evitar. Não gosto nada de pessoas que passam a vida a queixar-se da falta de sorte que têm, do trabalho que não lhes agrada, do corpo que não cabe em peças pequenas e do príncipe encantado (ou princesa) que tarda em chegar! É claro que tem de haver espaço para os desabafos quando as coisas não correm como se espera, só que enervam-me aquelas criaturas que nunca se satisfazem com nada do que têm e fazem das reclamações o seu modo de vida. E pior do que isto são aquelas que tentam pisar os que os rodeiam com a justificação de quererem mais. Isso não é ambição, é falta de carácter! Não tenho nada contra aqueles que procuram incessantemente uma vida melhor, bem pelo contrário, gosto de pessoas ambiciosas mas gosto daquelas que têm limites e que reconhecem os aspectos positivos da sua vida! Para aqueles que passam os dias a lamentar-se, desafio-os a usarem uns preciosos segundos das suas vidas insatisfatoriamente ocupadas para pensarem nas coisas boas que têm! Sim, alguma coisa há-de ser boa! Esquecer por momentos o que ainda querem alcançar e olhar um bocadinho para lado. Talvez assim percebam que há muitas e muitas pessoas que trabalham tanto ou mais e não atingem os seus objectivos, outras que por serem portadoras de doenças não conseguem usufruir de uma vida de qualidade. Apesar dos maus momentos, eu tento sempre pensar que haverá alguém pior do que eu. Porque basta ligar a televisão ou ler um jornal para ter a certeza disso. Há sempre alguém pior que nós. E esse alguém pode estar mesmo ao nosso lado, a ouvir as nossas queixas constantes do trabalho que é mau, do chefe que é uma besta ou do trânsito está sempre caótico. Não que sejam problemas desprezáveis só que às vezes é importante estar calado, tirar os olhos do umbigo e perceber a realidade que nos rodeia!
Já aqui escrevi (com lágrimas de sangue) que adoro comer doces (devia controlar-me um bocadinho mas não resisto). Chocolate (e tudo o que o contenha) está no topo das preferências e depois venha o que vier, que eu como: pão, bolachas, queques, gelados, panquecas, bolos de tudo e mais alguma coisa! Como e, normalmente, gosto de tudo, excepto quando estão carregados de açúcar ou creme. Devido a este pequenito mas determinante facto, gosto de ser eu a fazer as minhas sobremesas e procuro constantemente receitas dentro daquilo que gosto e me sinto capaz de fazer, desde que envolvam procedimentos simples e ingredientes de fácil aquisição! Desde que os dias começaram a ficar mais frios e mais curtos que os domingos passaram a ser dia de comer uma sobremesa diferente. Já fiz um bolo de laranja e cenoura, uma tarte de maçã e esta semana, como tinha comprado alfarroba, saiu um belo bolo de alfarroba e côco. Quando me lembrei de tirar uma foto já ele tinha desaparecido do prato. Estava ma-ra-vi-lho-so! E soube-me ainda melhor porque não tinha açúcar nem gorduras! Receita? Bem, como prova do meu carinho e solidariedade (sei bem o que custa aniquilar gorduras e destruir a maldita celulite) , digo-vos que a receita base é esta (do blog Cozinhar sem Lactose). Alterei aqui umas coisitas para cumprir os meus requisitos. "Quais?", perguntam vocês. Então, aqui vai outra manifestação da minha generosidade. No meu bolinho não usei farinha de trigo, usei farinha de aveia; não coloquei açúcar (nem branco, amarelo ou mascavado), substitui-o por umas quatro colheres de sopa de mel; quanto ao óleo de girassol, como não o tinha em casa, troquei por sumo de uma laranja e acrescentei a raspa da mesma para dar um toque diferente; para untar a forma, usei azeite. Simples, rápido e menos calórico (porque é preciso preparar o corpinho para as festas que aí vêm)! Para o próximo fim-de-semana, estou aqui a pensar numa receita mais natalícia (porque uma boa rabanada sabe muiiiito melhor fora de época)! Se correr bem, prometo que conto!
E a de hoje já foi. Quer dizer, já veio (bem, se contar com o quadrado de chocolate que mandei abaixo, já tive duas coisas boas hoje). Estava quase quase no fim do meu almoço quando tocou a campainha e tive a reacção habitual sempre que sou obrigada a levantar o rabo da cadeira a meio das refeições: roguei uma série de asneiras, mentalmente (porque estava a almoçar com o meu pai) e lá fui eu. Era o giraço do carteiro (hmm...então já são três coisas boas hoje) mas o mais importante de tudo era o que tinha para me dar. Não, não era um beijinho nem a conta da EDP. Era um livro que ganhei num dos quinhentos passatempos em que participo mas como tenho tanta sorte ao jogo como ao amor (zero zero zero), só ganho alguma coisa quando o "rei faz anos"! Como estou mesmo a acabar o que estava a ler, este livrinho chega mesmo na altura certa e é sempre uma motivação extra acabar um e já ter outro a cheirar a novo à espera!!
No domingo à noite, pouco antes de me deitar (com quinhentos cobertores) para ler as últimas páginas do meu livrinho de cabeceira (O Jogo do Anjo de Carlos Ruiz Zafón), senti aquela nostalgia já habitual sempre que estou prestes a terminar um livro (e nervos porque a cada página que leio parece que percebo menos). Ainda que não tenha sido dos melhores que já li (longe disso), é-me difícil ler um livro com mais de trezentas páginas sem ler outro lá pelo meio (enquanto lia "Os Maias" acho que li uns três). Fiz uma revisão mental dos que tinha por ler e dos que já tinha lido e pensei logo naquele. E era mesmo o que me apetecia, uma história simples e mágica. Levantei-me e lá o trouxe: Harry Potter e a pedra filosofal! Comecei logo a lê-lo e a recordar-me do prazer que me deu lê-lo pela primeira vez, deveria ter uns onze ou doze anos. Li-o em poucos dias de tão viciada que estava na estória e por todo o fascínio que aquele mundo de magia me transmitia. Como teria mais ou menos a idade do Harry todos aqueles desenvolvimentos me faziam imaginar como reagiria se fosse eu, como seria viver em Hogwarts, ter aquelas aulas com o odioso Snape e aturar aquele mimadinho do Draco Malfoy (e admito que a sabichona da Hermione também me irritava um bocadinho, por vezes). É verdade já li livros com enredos mais complexos, menos óbvios mas não tenho deles as recordações que tenho daquele, de chegar da escola ao fim do dia e deitar-me na cama a devorar aquelas páginas para saber o que mais se passaria em Hogwarts. Agora, a única diferença é que não tenho a idade do protagonista mas tudo aquilo continua a encantar-me e a viciar-me como antes! Quanto ao outro livro, tem estado em stand-by apesar de não puder adiar muito mais a leitura dele, estou curiosa para saber o fim!
Fazer uma visita ao Facebook ou Instagram na pausa do lanche pode ser perigoso, muiiito perigoso! E digo isto porque há fotos que são verdadeiros atentados a uma esfomeada como eu. Já comi só que depois de ver fotos de chocolates, bolos e cafézinhos a fumegar só me dá vontade de comer outra vez...mas comer coisas gulosas como as que vejo! Posto isto, e para atenuar a tremenda dor que senti a ver estes pecados, já estou a imaginar qual será o bolo que farei no próximo fim-de-semana. Não sei se aguento até domingo sem me desgraçar em qualquer coisa mas vou fazer um esforço (grande) até porque o Natal está quase quase aí e tenho de me controlar para não entrar em 2015 com obesidade mórbida! Dêem-me força, que bem preciso! E receitas também, com poucas calorias, preferencialmente!
Para afastar esta nuvem negra que (ainda) paira sobre a minha cabeça e como já vi publicidade de Natal "às carradas" (olho mais para as dos chocolates, a babar-me), a minha mente começou logo a pensar nos presentinhos que adorava receber. Para além da saúde, que é cliché mas também é o melhor presente que se pode receber, há umas quantas (taaantas) coisas que gostava que me viessem parar às mãos! Mas hoje, na minha versão de pessoa culta, apresento a "listinha" de livros que gostaria muito que me fizessem companhia lá para 2015. Não estão ordenados por ordem de preferência porque, de preferência, recebia-os todos (estes e mais uns quantos que ficaram de fora) já que mantenho o meu desejo de ter a minha biblioteca (modesta, muito modesta porque com aquilo que leio, acho que só terei digno desse nome quanto tiver 130 anos mas isso...é outro assunto).
(ou qualquer um do Ken (a ver se aprendo a maquilhar-me (já ouvi falar tanto deste homem
Follet porque, a bem dizer, como gente grande) que acho que tenho muita
Depois de uma notícia que me roubou o chão (nada que já não me tenha habituado), depois de ter dito quinhentas mil asneiras de rajada para aliviar um pouquito a minha raiva, estou viva e revoltada com algumas pessoas que dirigem certas empresas. Não são competentes, não respeitam os seus possíveis colaboradores e, pior de tudo, são do mais covarde que há! Não reconhecem os erros que cometem e subjugam quem os procura como se não fossem exactamente iguais a estes e não pudessem, um dia, estar na mesma situação daqueles que os procuram! Espero, sinceramente, que a vida mostre a este tipo de gente as diferentes direcções que, a qualquer momento, pode tomar!